AO Teatro! Festival 2019

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Entre 8 e 24 de março de 2018, a associação cultural Gambuzinos com 1 Pé de Fora realizará a 6ª edição do AO Teatro! Festival, evento que dinamiza culturalmente o Concelho de Alcobaça e aproxima as suas localidades.

Na edição de 2019, o AO Teatro! Festival irá prolongar-se por 3 fins-de-semana e integrará 7 espetáculos diferentes, distribuídos por Alcobaça e Benedita, convidando a população a circular, conhecer e conviver pelo território, ao mesmo tempo que propõe a viagem por imaginários novos, criados em cada um dos espetáculos.
À semelhança do ano anterior, o AO Teatro! Festival volta a ultrapassar as fronteiras terrestres e marítimas e recebe na sua programação uma companhia do Recife/Brasil, Amaré Grupo de Teatro.

Consulte a programação e acompanhe as novidades na página de Facebook da Associação.

AO Teatro! Festival 2018

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Em 2018, o AO Teatro! Festival regressa mais cedo e com um cartaz de luxo.

Entre 10 e 31 de Março, os Gambuzinos com 1 Pé de Fora realizam a 5ª edição do AO Teatro! Festival, nas salas de Benedita, Alcobaça e Maiorga, convocando grupos de renome, como a Companhia do Chapitô e Comuna – Teatro de Pesquisa. Pela primeira vez, dois grupos internacionais farão parte do cartaz: Resta 1 Colectivo de Teatro virá do Brasil e EME2 de Espanha. Saiba mais sobre a programação aqui e siga as novidades aqui.

(…) e a vida, afinal, é como as orquídeas.

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“(…) e a vida, afinal, é como as orquídeas.”, produção de Gambuzinos com 1 Pé de Fora e encenação de Andrezza Alves, esteve em cena no Centro Cultural Gonçalves Sapinho, Benedita, entre 17 de novembro e 2 de novembro. Em janeiro de 2018, esta peça viajou ao Brasil, Recife, a convite do festival Janeiro de Grandes Espetáculos.

Quantas possibilidades existem para uma mesma ação? Quantas estradas seguem para o mesmo ponto? Quantos pontos se repetem em histórias distintas? Quantos causos* contam uma mesma história? Quantas histórias cabem no tempo de um existir? Quantos tempos se alternam num mesmo espaço? Por onde caminham seus passos na arquitetura do tempo subtil? Quais as direções do seu pensamento, desejo, necessidade, vontade?
Andrei Tarkovsky, Blaise Pascal, Gaston Bachelard, Sophia de Mello Breyner Andresen, Mia Couto, Agualusa, Luandino, Hermilo Borba Filho, Rilke, Clarice Lispector, Viola Spolin, Bergman, Susan Sontag, Frida Kahlo, Marguerite Duras, Klimt, Florbela Espanca, Fernando Pessoa (os 16), Almir Rodrigues, Dostoyevsky, Francesca Woodman, Shakespeare, Mario Quintana, Sarah Kane, Roberto Alvim, Drumond, Afonso Cruz, Saramago (os dois), Maria, José, Sofia, Andrezza, Beatriz, Daniel, Mariana e Rafael. Há tantos caminhos, modos e meios quanto pessoas existem. No entanto, cada dia mais, as sociedades e nelas (ou por elas) as pessoas movem-se rumo à edificação da “vida de um lado só”, na qual o ego é baliza para normatizar o mundo do “eu sozinho”.

Frente a esta constatação, “(…) e a vida, afinal, é como as orquídeas.” é antes de mais nada um trabalho de composição, a partir do qual buscamos arrumar palavras e pensamentos de maneira diferente. Tencionamos com esta ação provocar sentidos distintos e efeitos outros. Para tal empreitada, tomámos como base todo o material coletado ao longo de 7 meses em experimentos na sala de ensaio; em sonhos, objetos, propaganda; na arquitetura, música, cinema, literatura, dança, literatura dramática; nas artes visuais; no teatro… E daí, construímos o substrato para erigir uma obra de estrutura una, autoral. Uma tecitura por nós desenvolvida na qual se agregam em uma narrativa aberta, não linear e fragmentada, as muitas vozes (de textos, falas, imagens, cenas) que nos serviram de referência para questionar as fissuras éticas e sociais da nossa humanidade.

A partir de 4 perspetivas distintas sobre o que significa ESTAR VIVO e não, apenas, respirando, buscamos apresentar em cena uma realidade fractal onde possamos, como diz Mário Quintana, aprender a DESLER. Mais que um trabalho de teatro “(…) e a vida, afinal, é como as orquídeas.” é uma proposta de busca pela poesia como consciência do mundo, como forma específica de relacionamento com a realidade a qual, reiteradamente, nos fazemos. Deste modo, “(…) e a vida, afinal, é como as orquídeas.” é o nosso convite ao público para que compartilhe connosco uma viagem pelas várias dimensões dessa procura.
Qual é o seu testemunho de humanidade?

“(…) e a vida, afinal, é como as orquídeas.” é um indício do que seja o nosso.

*Causo: História (representando fatos verídicos ou não), contada de forma engraçada, com objetivo lúdico.Muitas vezes apresentam-se com rimas,trabalhando assim a sonoridade das palavras.

Ao Teatro! Festival

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O FESTIVAL

Ao Teatro! Festival quer ser um evento capaz de servir mais sonho à população do Concelho de Alcobaça.

A sua forma constrói-se com a presença de grupos de teatro do concelho e transconcelhios, profissionais e amadores, propondo uma grande diversidade de espetáculos e dirigindo-se a diferentes públicos e às diversas faixas etárias.
Entre 14 de abril e 11 de maio, a associação cultural Gambuzinos com 1 Pé de Fora realiza a 4ª edição de AO Teatro! Festival, evento que dinamiza culturalmente o Concelho de Alcobaça e aproxima as suas localidades.

AO Teatro! Festival começou em 2014 com o objetivo de trazer à Benedita e ao Concelho de Alcobaça espetáculos de teatro, produzidos por companhias profissionais e amadoras. Desta forma possibilitar-se-ia a formação de públicos e de criadores amadores e convidar-se-ia toda a comunidade à fruição cultural e artística de qualidade. Ao longo destes anos o festival cresceu e enraizou-se.

Na edição de 2017, AO Teatro! Festival irá prolongar-se por 5 fins-de-semana e irá integrar 9 espetáculos diferentes. Incluirá, pela primeira vez, um espetáculo de música e a tão aguardada estreia nacional de uma companhia que, apesar de vir de longe, é já bem (re)conhecida pela comunidade local, a Peripécia Teatro.

O AO Teatro! Festival distribui-se por quatro localidades do Concelho: Alcobaça, Benedita, Cela Nova e Maiorga. Convida a população a circular, conhecer e conviver pelo território ao mesmo tempo que propõe a viagem por imaginários novos, criados em cada um dos espetáculos.

Mais informações em https://aoteatro.wordpress.com/

O Torcicologologista, Excelência

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A partir da obra “O Torcicologologista, Excelência” de Gonçalo M. Tavares.

Peça onde o desencanto se cruza com um humor corrosivo, é composta de diálogos ficcionais, uma espécie de diálogos socráticos, entre duas personagens, os Excelências, Vossa Excelência fala para Vossa Excelência e no meio do absurdo que é a existência, e a tentativa de entendê-la, os dois lá vão dissertando sobre o bem e o mal, as revoluções, o tédio, a dança e a preguiça, sobre as grandes questões e os pequenos contratempos, sobre os saltos e as quedas.

A ironia, o humor e a sabotagem contínua do pensamento e da linguagem vão avançando no meio destes dois curiosos Excelências, personagens de educação esmerada e raciocínio rápido.

Mais do que representar, recordar, ou antecipar o mundo, esta peça pretende reflectir sobre ele. Daí que a alegoria com tanta frequência domine a sua realização. As vozes que aqui falam não estão fora do mundo, mas estão nos limites dele. Observam-no como crianças ilustradas, como inquiridores permanentes.

O Senhor Henri & O Senhor Valéry

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“O problema do senhor Henri é que nem sempre sabe o que fazer com tanta sabedoria acumulada. Porque o senhor Henri não interage com ninguém. Ele é o exemplo acabado do solipsista, do homem fechado sobre si mesmo, egocêntrico, arrogante e misógino. Ao contrário do senhor Valéry, ele não se assusta com o mundo, porque o mundo se resume ao que ele sabe, ao que ele diz. “Máquina de raciocínio”, “animal do pensamento”, produtor de “uma indústria filosófica”, o senhor Henri é “cerebral em todas as direcções” e tem “quilómetros e quilómetros de inteligência dentro da cabeça”. Quem o diz é o próprio, sem o mínimo pudor, entre dois copos de absinto. Porque o absinto “é a minha teoria sobre o mundo”.”

O Senhor Henri e o Senhor Valéry vão sair do bairro e andar em tournée por alguns cafés da Benedita e Alcobaça no próximo fim de semana. Façam-lhes uma visita e bebam um copo com eles!