(…) e a vida, afinal, é como as orquídeas.

orquideas

“(…) e a vida, afinal, é como as orquídeas.”, produção de Gambuzinos com 1 Pé de Fora e encenação de Andrezza Alves, esteve em cena no Centro Cultural Gonçalves Sapinho, Benedita, entre 17 de novembro e 2 de novembro. Em janeiro de 2018, esta peça viajou ao Brasil, Recife, a convite do festival Janeiro de Grandes Espetáculos.

Quantas possibilidades existem para uma mesma ação? Quantas estradas seguem para o mesmo ponto? Quantos pontos se repetem em histórias distintas? Quantos causos* contam uma mesma história? Quantas histórias cabem no tempo de um existir? Quantos tempos se alternam num mesmo espaço? Por onde caminham seus passos na arquitetura do tempo subtil? Quais as direções do seu pensamento, desejo, necessidade, vontade?
Andrei Tarkovsky, Blaise Pascal, Gaston Bachelard, Sophia de Mello Breyner Andresen, Mia Couto, Agualusa, Luandino, Hermilo Borba Filho, Rilke, Clarice Lispector, Viola Spolin, Bergman, Susan Sontag, Frida Kahlo, Marguerite Duras, Klimt, Florbela Espanca, Fernando Pessoa (os 16), Almir Rodrigues, Dostoyevsky, Francesca Woodman, Shakespeare, Mario Quintana, Sarah Kane, Roberto Alvim, Drumond, Afonso Cruz, Saramago (os dois), Maria, José, Sofia, Andrezza, Beatriz, Daniel, Mariana e Rafael. Há tantos caminhos, modos e meios quanto pessoas existem. No entanto, cada dia mais, as sociedades e nelas (ou por elas) as pessoas movem-se rumo à edificação da “vida de um lado só”, na qual o ego é baliza para normatizar o mundo do “eu sozinho”.

Frente a esta constatação, “(…) e a vida, afinal, é como as orquídeas.” é antes de mais nada um trabalho de composição, a partir do qual buscamos arrumar palavras e pensamentos de maneira diferente. Tencionamos com esta ação provocar sentidos distintos e efeitos outros. Para tal empreitada, tomámos como base todo o material coletado ao longo de 7 meses em experimentos na sala de ensaio; em sonhos, objetos, propaganda; na arquitetura, música, cinema, literatura, dança, literatura dramática; nas artes visuais; no teatro… E daí, construímos o substrato para erigir uma obra de estrutura una, autoral. Uma tecitura por nós desenvolvida na qual se agregam em uma narrativa aberta, não linear e fragmentada, as muitas vozes (de textos, falas, imagens, cenas) que nos serviram de referência para questionar as fissuras éticas e sociais da nossa humanidade.

A partir de 4 perspetivas distintas sobre o que significa ESTAR VIVO e não, apenas, respirando, buscamos apresentar em cena uma realidade fractal onde possamos, como diz Mário Quintana, aprender a DESLER. Mais que um trabalho de teatro “(…) e a vida, afinal, é como as orquídeas.” é uma proposta de busca pela poesia como consciência do mundo, como forma específica de relacionamento com a realidade a qual, reiteradamente, nos fazemos. Deste modo, “(…) e a vida, afinal, é como as orquídeas.” é o nosso convite ao público para que compartilhe connosco uma viagem pelas várias dimensões dessa procura.
Qual é o seu testemunho de humanidade?

“(…) e a vida, afinal, é como as orquídeas.” é um indício do que seja o nosso.

*Causo: História (representando fatos verídicos ou não), contada de forma engraçada, com objetivo lúdico.Muitas vezes apresentam-se com rimas,trabalhando assim a sonoridade das palavras.

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